sexta-feira, 4 de maio de 2012

EU É GERALDO encerrará o Festival de Cinema Geraldo Santos Pereira, no sábado, 28 de julho

04/05/2012 - Sexta-feira



Visconde do Rio Branco verá no último sábado do mês de julho o encerramento do Festival de Cinema com a história real de Geraldo Santos Pereira, o cineasta filho da terra e ainda pouco conhecido dos seus conterrâneos.
Geraldo. Cinema: uma paixão, um destino

Geraldo e seu irmão gêmeo Renato nasceram na Água Limpa, no momento palco de grande polêmica em torno da revitalização da Avenida São João Batista e da Praça Jorge Carone Filho.
Geraldo Santos Pereira, a vida imitando a arte sem efeitos especiais

O Festival começa  na segunda-feira, 23, com  projeção de filmes de rio-branquenses que trilham os primeiros passos nos caminhos da Sétima Arte. São eles Jacynto Batalha, Luciano Benhame e Jorge Luiz da Silva(Jor-SOM).  Serão exibidos alguns filmes da obra dos irmãos Santos Pereira que abordam primordialmente temas do Barroco Mineiro: O Aleijadinho – paixão, glória e suplício; Rebelião em Vila Rica; e O Seminarista.
Jore Luiz e Luciano Benhame(Auditório Jotta Barroso-2005)

O público verá esses filmes no Auditório Jotta Barroso, situado na mesma Avenida – Água Limpa, onde nasceram os cineastas Geraldo e Renato, de segunda a sexta-feira(23, 24, 25, 26 e 27).
Av. São João Batista - Água Limpa> Auditório Jotta Barroso


O ponto alto do Festival  será  a mostra, em primeira mão, de EU É GERALDO, a ser exibido ao ar livre, em forma de “cine luau”, na Praça 28 de Setembro.   As cadeiras para a platéia ficarão na pista de rolamento junto ao balaústre, com o telão instalado em linha de vista com a fachada do antigo Cine Brasil, de maneira que os expectadores estejam vendo o Cine, enquanto assistem ao filme.
Abaixo do balaústre, pista onde ficarão cadeiras e público.

Fachada do Cine Brasil


Na última quarta-feira, 02, houve reunião no Museu Municipal, onde a sua Diretora, Professora Theresinha Almeida Pinto, coordenou os trabalhos para tratar da programação e logística do Festival.  Contou com a presença dos cineastas Jacynto, Luciano e Jorge, mais a Secretária Municipal de Educação Professora Maria de Lourdes Torres.
Dona Theresinha

Luciano e Jorge

No meio, Maria de Lourdes.
Jacynto, de camisa branca


Jorge Luiz tem como carro-chefe O Jeca, uma réplica do Jeca Tattu, de Mazzaropi, o guru de Jorge.

Luciano tem várias produções e,  como maior referência, Escandalosas, onde se destaca a atriz Neusa Raya.
Escandalosas

Jacynto dedica-se mais a documentários com fundamentos históricos, em torno de Visconde do Rio Branco e região. Saindo do habitual, está por concluir uma produção baseada em série de entrevistas realizadas com o povo de Cuba, em que se nota a desconfiança dos cubanos com a imprensa estrangeira, que sempre procura distorcer a realidade da Ilha, há 50 anos sob o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e aliados.
Jorge Carone Filho(89 anos), em entrevista a Jacynto Batalha(BH)


O Festival, todo dedicado a Geraldo Santos Pereira, procurará resgatar a magia do cinema em todo o seu contexto, com carrinhos de pipoca, laterninha e os caramelos.

Jorge Luiz, o último proprietário do Cine Brasil, na época incorporado ao grupo Marajá, guardou a famosa sirene que chamava o público para o início de cada sessão.  Aquele som agudo era ouvido nos subúrbios da cidade em um raio de aproximadamente dois quilômetros em torno da torre.  Será mais um instrumento para compor o ambiente. Deve gerar gravação para ser usada nos meios de comunicação e carro de som na divulgação do Festival.  Tem forte componente de nostalgia. Lembra as longas filas  calçada acima, antes de cada sessão.  Durante a semana uma sessão, com um filme. Aos sábados, uma sessão com faroeste, jornal e um seriado.  Aos domingos um filme clássido(Sansão e Dalila, por exemplo), com uma sessão às 18 horas; outra às 20.
Cine Brasil, na época Marajá-Imagem: Luiz Bareza

Aos sábados e domingos, a Praça ficava cheia.  Rapazes e moças davam voltas na calçada do jardim. Elas, por dentro no sentido horário; eles por fora no anti-horário. 
Dali, nasciam flertes e namoros.  Muitos avôs e avós de hoje são os adolescentes daquele tempo.

EU É GERALDO envolve todo esse contexto.  O próprio cinema produzia suas histórias na platéia, com os namoricos e beijos roubados  no escuro.  Quanto romance escondido que o tempo revelou!

EU É GERALDO – fotograma de uma vida.  Para Geraldo, o cinema é uma paixão, um destino.

Nem o mal de Alzheimer o desviou do destino. Pelo contrário, transformou-o em personagem real.







EU É GERALDO  
Direção do filme: Erick Leite e José Ricardo;
Produção do Filme: Ana Flávia Amaral;
Direção de Fotografia e Câmera: Daniel Ferreira;
Assistente de Produção e making of: Juliana Antunes;
Assistente de Direção: Gustavo Cavalieri; e
Engenheiro de Som: André Veloso.
Segundo Diretor de Fotografia: Marcello Marques;
Direção de Arte: Edu Felix; e
Fotografia Still: André Correa.

(Franklin Netto – taxievoce@hotmail.com)

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