08/06/2012 - Sexta-feira
Recebidos por
William Stainton Moses
(A. Oxon)
Seção XXIX
(15 de março de 1874. Tínhamos sido advertidos várias vezes
do perigo de ser enganados por Espíritos que usam falsos nomes. Esses avisos
haviam sido repetidos em seguida a um caso passado fora do nosso círculo, mas
do qual tivéramos conhecimento. Entre várias comunicações muito notáveis que
nos foram dadas a esse respeito pode a seguinte interessar o público:)
Estamos ansiosos para reiterar as observações que
muitas vezes fizemos sobre o perigo de serdes atacados por Espíritos
enganadores e impostores, que conheceis: os não desenvolvidos. Advertimos-vos
especialmente com o desejo de que não vos torneis o alvo dos seus ataques.
Estamos certos de que o Espírito que pretendeu colaborar conosco é um farsista
que tende a embaraçar e retardar os nossos trabalhos.
Expliquemo-nos nitidamente. Falamos-vos do antagonismo direto
existente entre nós e os adversários de tudo quanto tende a espiritualizar o
homem. As fileiras desse exército inimigo encerram Espíritos animados de todos
os sentimentos de malignidade, perversidade, astúcia e mentira: os ébrios, os
libertinos, os coléricos, os assassinos. A incapacidade em que estais de ver as
operações dessas hordas parece tornar-vos incapazes de conceber a sua
existência e a extensão da sua influência sobre essa esfera. Tendes ainda uma
grande parte de responsabilidade nesse deplorável estado de coisas. Onde estão
os protestos que deveriam ressoar de uma extremidade a outra da Terra, contra
esses antros pestíferos que prosperam e abundam entre vós? Por que os fracos
esforços são vãos? Porque a sombria influência desses perniciosos seres vos
paralisa. Não é somente nas tabernas do álcool que ela se exerce, mas irradia a
grande distância e perpetua o vício. A falta cometida pelo assassino é muitas
vezes o resultado da vossa civilização, é o fruto
daquilo que fizestes.
Convém que não ignoreis o poder desses Espíritos e de
falanges de outros inimigos do homem e do seu progresso; não queirais atrair os
seus ataques, expondo-vos a eles.
Queremos empregar todos os meios de aviso, não nos esquecendo
de pronunciar mesmo uma só palavra útil, pois o perigo é tanto mais real,
quanto são ocultas e extensas ao infinito as suas maléficas irradiações.
Atribuí a esses adversários a maior parte dos crimes, a miséria que existe, a
guerra que, com as suas conseqüências de horrores, mancha ainda o vosso globo e
empalidece a civilização e o adiantamento de que vos gabais.
A vossa civilização e cultura estão apenas na superfície,
cobrindo as chagas purulentas, muito visíveis ao espírito; desmoralizam muitas
vezes os instintos nobres e verdadeiros que substituem pela futilidade, pela
mentira e pelo egoísmo. O árabe do deserto, o indiano do extremo Oeste, cujos
instintos naturais a civilização não deformou nem diminuiu, são às vezes seres
superiores ao mercador sem escrúpulos ou ao pior produto da vida civilizada, o
homem, cuja linguagem imunda e natureza depravada nada respeitam.
Ao lado do vício, que se estende grosseiro e repugnante, e no
qual homens abrigados de necessidades não temem chafurdar-se, achamos também a
caça ao dinheiro. O ar está saturado da cobiça do ouro e dos prazeres que ele
pode produzir, da paixão do poder e das pesquisas egoístas sob as suas múltiplas
formas. Não aludimos menos energicamente aos que se acotovelam nas bolsas e
praças, onde reina supremo o dinheiro obtido dos miseráveis que afluem às
travessas e becos, entregues às mais baixas corrupções.
Mas vós não sabeis! E a vossa ignorância perpetua esses males
e vos cria novos obstáculos.
Quando alguns dos reformadores mais adiantados compreenderam
a imensa importância da questão do casamento, procuramos fazer prevalecer
idéias ao alcance do mundo, conquanto ainda não preparado. Apenas fazemos uma
alusão a esse respeito, intimamente ligado às questões capitais de moléstia,
crime, pobreza, insanidade, que nos são penosas e embaraçam as nossas relações
com os homens. Muitas dessas calamidades são atribuídas tanto à loucura como à
criminosa leviandade, ou à não menos criminosa e insensata lei convencional que
rege o casamento entre vós. Isso se aplica igualmente àqueles a quem chamais
bem-educados e polidos e aos ignorantes e não cultivados. O grande pecado,
aliás, está antes do lado dos ricos.
Deveis desfazer-vos do que a sociedade sancionou no tráfico
que se realiza sob o nome de casamento; deveis aprender regras mais verdadeiras
e mais divinas do que as que tolerais; é preciso, para a felicidade e o
progresso, que façais desaparecer a causa originária de tanta perversão e
retrocesso. Não vos enganeis. Não somos os advogados da ciência nem os apóstolos
do que se chama a liberdade social. A liberdade em mãos de insensatos degenera
sempre em licença. Rejeitamos com desprezo semelhantes noções, mais ainda do
que o infame comércio de venda e de compra, a escravidão social pela qual
aviltastes a mais santa e divina lei da vida.
Não aprendestes senão que o corpo é a passagem do espírito e
que as leis sanitárias e as condições necessárias ao desenvolvimento corpóreo
são essenciais ao homem encarcerado na Terra. Já vos falamos disso e repetimos
somente que nessa matéria, como em outras, pactuais com os nossos inimigos.
Dezenove séculos passaram sobre os puros ensinamentos que vos
foram dirigidos e que fazeis profissão de seguir, e estais apenas melhores no
que constitui o verdadeiro progresso, apenas mais instruídos em sabedoria real,
apenas mais adiantados em religião pura; não, sois piores que os essênios no
meio dos quais Jesus foi educado e viveu. Sois como os escribas e fariseus que
atraíram sobre eles as suas mais severas advertências.
Lembrai-vos de que a massa dos nossos adversários, que são
também os vossos, é perpetuamente aumentada pelos Espíritos que a ignorância
humana degradou.
Não falamos dos esforços daqueles que procuram devotar-se ao
desenvolvimento da sua raça, nem nada dizemos dos atos de abnegação, do franco
heroísmo, das vidas simples e nobres, dos traços gerais que vos resgatam e
dão-nos esperança para o futuro. O nosso objetivo hoje é atrair-vos a atenção
para o sombrio lado do quadro. Declaramos que a pintura é exata e
prevenimos-vos solenemente que a grande verdade, exposta nesta comunicação, a
saber: o antagonismo entre o bem e o mal, e a extensão do mal pela ignorância e
loucura humanas, é de interesse vital para vós e para o futuro da obra que
temos a nosso cargo. Vimos de recapitular o que tínhamos já enunciado sobre a
oposição organizada pelos nossos adversários, mas não tratamos ainda de uma
forma de ataque, que tende a tornar-se freqüente, favorecida pelo desejo inconsiderado de ver renovarem-se continuamente
as manifestações espíritas objetivas à medida que elas se produzam mais
freqüentemente. Resultará disso que os nossos adversários se servirão dos
sensitivos, pelos quais poderão apresentar as suas frívolas e artificiosas
demonstrações; excelente meio de desacreditar o verdadeiro trabalho espiritual.
Poderosas associações combinam-se agora, estamos certos disso, para aproveitar
todas as ocasiões que lhes permitirem desenvolver médiuns, emissários dos mais
surpreendentes fenômenos, de modo a triunfar das investigações dos que estudam
o que se chama o poder sobrenatural. Uma vez estabelecida a convicção, o resto
é fácil. Gradualmente, a fraude e os artifícios serão descobertos, os pretensos
ensinos morais se revelarão sob a sua verdadeira luz, a dúvida se insinuará no
ânimo dos pesquisadores; a incerteza e a suspeita apoderar-se-ão da
inteligência, e os fenômenos, manifestações ou instruções tornar-se-ão
suspeitos.
É impossível inventar um sistema mais astucioso, para
desacreditar o ensino daqueles que são enviados para instruir e não para ser
admirados ou a divertir. Pois os homens podem dizer: Não ensaiamos,
experimentamos por nós mesmos e desmascaramos; ou é uma fraude combinada, ou
isso ensina doutrinas baixas, imorais, em suma, é diabólico.
É inútil dizer-lhes que devem discernir o verdadeiro do
falso, antes que a sua fé destruída lhes não permita mais examinar.
Solenemente vos pomos
de sobreaviso contra esses planos fraudulentos, aos quais deveis combater.
Evitai incitar a evolução confusa de um violento poder físico, emanado, em
geral, dos Espíritos baixos, menos desenvolvidos, o qual se dilata com o
concurso de agentes, para ausência dos quais seria preciso orar.
Sabeis qual é a vossa missão. Vimos, nos dias em que a fé se
arrefece, demonstrar ao homem a sua imortalidade em virtude da posse da alma, uma faísca emanada da própria
divindade. Indicando-lhe os erros do passado e a vida que conduz à verdade,
com tal objetivo não podemos tranqüilamente permitir seja o nosso trabalho
abandonado e substituído pela pesquisa de um poder fenomênico, qualquer que
seja, exercido sobre a matéria bruta. Se usamos in totum desse poder é porque às vezes o julgamos necessário e não
porque o achemos desejável; é sempre por ser um meio, nunca um fim. Se ele não
fosse perigoso, não usaríamos dessa insistência para vos precatar contra a
opinião que atribui a maravilhas físicas as nossas relações convosco.
Considerai essas manifestações como fragmentos para a
convicção, como provas fornecidas à vossa inteligência sobre a intervenção do
mundo espiritual no mundo da matéria; empregai-as somente para construir a base
material sobre a qual o templo do espírito deve ser edificado; ficai certos de que esses fenômenos não
poderão por si mesmos ensinar-vos nada de mais, se os Espíritos
experimentados que operam não acharem em vós a capacidade de assimilar coisas
mais elevadas, porque então cederão insensivelmente o lugar aos que desempenham
melhor essa incumbência, e assim deixareis escapar a possibilidade de adquirir
conhecimentos superiores.
O ato fenomênico é o ponto de apoio que vos ajuda a subir.
Deveis procurar conhecer a natureza dos agentes, para vos certificardes de que
eles vêm de Deus com intenções puras e benfazejas; desejais saber o que os
visitantes de além-túmulo têm a dizer-vos sobre a habitação universal da vossa
raça; como eles podem satisfazer relativamente ao destino da vossa própria
alma, quais meios vos oferecem eles de bem vos preparardes para a mudança a que
chamais morte. Pois se nenhuma parecença temos convosco, como poderia
servir-vos a nossa experiência?
Se não pudéssemos falar-vos da vossa própria imortalidade,
que proveito tiraríeis da prova indubitável da nossa própria existência?
Quando excederdes o fenomênico para vos entregardes à
investigação raciocinada da verdade, em suma, quando as nossas afirmações vos
inspirarem confiança, poderemos então descobrir-vos um domínio que vos é
desconhecido e que é já amplamente revelado a ardentes pesquisadores em outros
países do globo. As mais elevadas revelações da verdade espiritual foram
concedidas no vosso país a um número muito pequeno de pessoas. O meio de comunicação
pela escrita, que vos parece realizar um grande progresso sobre as pancadas
transmissoras de comunicações e sobre outros processos, nada é comparado à
íntima comunhão de alma a alma sem a intervenção de sinais materiais.
Na América, onde o movimento espiritualista contemporâneo
nasceu, muitas pessoas estão bastante desenvolvidas para levar uma vida dupla e
estar face a face em relações conosco. Temos aí inúmeros trabalhos reunidos,
que obtêm resultados que não podemos revelar aqui, por causa da deslealdade das
inteligências, da materialidade dos interesses e mesmo da grosseira atmosfera
ambiente. Mas, voltando ao que nos ocupa, desejamos somente prevenir contra o
perigo e incitar-vos a vos elevardes acima do plano material na direção do
espiritual. À receptividade ou à faculdade de assimilar as primeiras instruções
deve preceder um desenvolvimento mais adiantado. Insistimos e oramos à espera
da hora em que, libertado das névoas terrestres, procureis unicamente as
elevadas revelações da verdade; deveis, tanto quanto pode um mortal, sacudir o
jugo da opinião humana e livrar-vos dos obstáculos materiais.
Pai Eterno, em nome de quem trabalhamos e que nos enviaste à
Terra para revelar a Verdade, ajuda-nos a transpor e a purificar os corações
daqueles a quem falamos, para que eles possam elevar-se e abrir os seus sentidos
espirituais de modo a discernir as coisas que revelamos. Possa a fé crescer
neles a fim de aspirarem à Verdade e, abandonando os interesses terrestres, se
apressarem a aprender a revelação espiritual.
† Imperator
Nenhuma dúvida tenho sobre o que acabais de dizer, mas
é-me difícil compreender por que uma ordem ou uma lei não prevalece para curvar
esses Espíritos indisciplinados. Eles parecem fazer o que querem e não ser
submissos a nenhuma autoridade. A que propósito vêm as suas falsas afirmações?
Que prazer acham em simular?
Errais supondo que não temos nem ordem, nem lei. Sois
vós que frustrais os esforços bem ordenados, abandonando as precauções
indicadas; observando-as, preservareis os vossos círculos e eliminareis metade
da contradição e da impostura. O que chamais o mal não desaparecerá, pois é uma
necessidade da educação espiritual, e somos impotentes para vos salvar da prova
que serve ao vosso desenvolvimento progressivo. É preciso que passeis por ela.
Tendes muito a aprender e essa experiência prática é uma das estradas
instrutoras. Quanto à simulação, sabereis disso muito mais tarde; limitamo-nos
a dizer-vos que há Espíritos que se deleitam em simular e que podem, sob certas
condições, levar longe uma fraude cuidadosamente preparada. Tomam os nomes que
vêem desejados e respondem por aqueles a quem esses nomes pertencem. Podem ser
excluídos, se forem observadas atentamente as condições e se forem secundados
pelos esforços de um guia enérgico capaz de proteger o grupo.
Em muitos círculos toda facilidade é oferecida à intervenção
desses Espíritos, por estar-se curiosamente ávido de fenômenos. Amigos pessoais
são chamados, nenhuma fiscalização é exercida para se certificar se o Espírito
que responde é verdadeiramente um amigo ou um mistificador. Insensatas perguntas
são apresentadas e insensatas respostas aceitas com empenho. Pode-se estranhar
a alegria dos não desenvolvidos?
Como saber se essa simulação não se estende a tudo e se o
que parece bom e coerente no espiritualismo não será considerado por fim de
contas uma hábil mistificação? Se tais poderes malfazejos estão sempre em ação,
quem está ao abrigo deles?
Já recebestes a resposta. Demos-vos prova sobre prova
da nossa boa-fé. Conheceis-nos bastante para poder julgar-nos como julgaríeis
nas mesmas circunstâncias um dos vossos contemporâneos.
Sim. Mas esse Espírito simulador, de que falamos, poderia
então destruir a fé de alguém, se ele houvesse tido acesso?
Talvez, conquanto não possamos dizer até que ponto
poderíamos reagir contra a sua tentativa; mas não nos ocupemos em
arriscarmo-nos a isso, porquanto afirmações contraditórias poderiam ser feitas,
a mistificação se prolongaria e a vossa fé muito frágil sofreria por fim grande
abalo. Seria um perigo real para vós, semelhantes debates, que alimentariam as
vossas suspeitas, arruinariam ocultamente a nossa influência e acabariam
expulsando-nos.
Realmente parece muito perigoso envolver-se nessas coisas...
O abuso em tudo é mau, o uso é bom e recomendável.
Nunca aconselharíamos a um Espírito mal equilibrado envolver-se nos mistérios
da mediunidade; para isso não faltarão aqueles que agem sem interesse pessoal,
mas por obediência às impulsões de guias discretos e poderosos, que podem
ocupar-se disso, quando eles são protegidos, rodeados e devem orar com ardor.
Um espírito incerto, uma natureza agitada, um caráter frívolo ou caprichoso
torna-se facilmente a vítima dos não desenvolvidos. É-lhe muito perigoso
imiscuir-se nessa questão, sobretudo quando apenas se interessam pelo maravilhoso
para satisfazer a sua pueril curiosidade ou a vaidade, visto como as elevadas
comunicações do Supremo não podem ser ouvidas por tais Espíritos, e então
aqueles a quem é dado compreendê-las abandonam as futilidades dos Espíritos inferiores
e alam-se às esferas elevadas.
Mas tudo isso é ambicionado pelo mundo. Dá-se muito mais
importância a uma boa pancada na cabeça, a uma cadeira flutuando no ar, do que
a todas as informações, que são, entre parêntesis, bastante difíceis de obter...
É verdade, sabemo-lo de sobejo. É preciso passar pela
fase atual do nosso trabalho, a que o material acompanha, mas não faz parte na realidade. Esse
trabalho inicial deve preceder, já o dissemos, ao verdadeiro desenvolvimento
pelo qual esperamos; ele continuará ao redor de vós com uma atividade crescente
e, enquanto vos colocamos de sobreaviso contra os seus perigos, não dissimulamos
que é necessário ser assim no presente estado material dos vossos
conhecimentos. Sobre esse assunto nos entenderemos mais tarde. Parai por agora.
(Depois de um curto repouso, acrescentaram o
seguinte:)
Falamos dos adversários e dos perigos a que eles
arrastam, mas há também outras causas de incômodo para nós. Uma multidão de
Espíritos que deixaram a Terra não são nem muito progressistas, nem muito
atrasados; a maioria não é nem muito má, nem muito boa. Os Espíritos bastante
adiantados gravitam rapidamente através das esferas mais aproximadas da Terra e
a elas não voltam a não ser quando uma missão especial os chama.
Resta-nos falar do procedimento de uma classe de Espíritos
que, por intenção malévola, por gracejo ou gosto de mistificar, freqüentam as
sessões, imitam manifestações, usam nomes supostos, dão informações que desorientam.
Esses Espíritos não são maus, mas desequilibrados somente: têm prazer em
atormentar os médiuns e os grupos; dão um tom exagerado às comunicações,
introduzem falsos elementos, lêem no pensamento a resposta a dar; imitam e
zombam dos sentimentos daqueles que lhes dão confiança e com eles se divertem;
são eles que simulam parentes cuja presença é desejada; que tornam impossível a
verdadeira identificação dos amigos. A maior parte das anedotas correntes,
sobre a volta de amigos de além-túmulo, são devidas a esses Espíritos que
introduzem também a nota cômica ou de mau gosto nas comunicações. Não são, em
verdade, moralmente conscientes, e orarão de bom grado se lhes pedirem, indo da
galhofa à astúcia maliciosa. Não têm aspiração além do presente, nem desejo de
molestar, e querem apenas se divertir.
São esses Espíritos que sugerem desejos e pensamentos
contrários ao que existe e deve existir. Vêem, com impaciência, os nobres
projetos e insinuam a oposição material; ocupam-se muito das manifestações
físicas, para as quais são habitualmente muito hábeis, e têm satisfação em
apresentar assombrosos fenômenos com o fim de perturbar as inteligências. A
obsessão, a possessão e as formas variadas de importunidade espiritual vêm
muitas vezes deles, que são capazes de influenciar até a alma de um espírito quando se apoderam dele.
São eles ainda que enganam as pessoas que pedem informações
pessoais; dão respostas plausíveis e desorientam os argüidores mistificados; se
um amigo apareceu uma vez em um grupo, trazendo uma boa prova, na próxima
ocasião o lugar desse amigo ou dessa amiga será ocupado por um desses Espíritos,
que dará respostas vagas e pouco satisfatórias.
É sempre prudente afastar quanto possível o elemento
pessoal para evitar abrir caminho à mentira.
† Imperator

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