segunda-feira, 30 de abril de 2012

COLUNA DA MÁRCIA MARIN(Angel City-PR) - “Confira se as melhores coisas não são baratas ou grátis:


30/04/2012 - Segunda-feira




- Café coado em coador de pano, cheiroso, adoçado com açúcar mascavo e mel, enquanto o sol levanta na janela.
- Sanduiche de mortadela cortada fininha e pão fresquinho e crocante, com guaraná.
- Caminhada no final de tarde com belo poente, seguida de banho de chuveiro com aquela velha toalha.
- Cheiro de florada de repente.
- Apreciar a tempestade se formando, desabando, ventando, serenando, acabando, o céu abrindo de novo.
- Suspirar aliviado depois de grandes problemas, mas que chegaram e como tempestades também se foram.
- Chegar em casa com tudo resolvido num dia cheio, ai sentar na cama e tirar os pés suados dos sapatos, e tirar as meias dos pés, e andar descalço pela casa.
- Ligar a televisão e ver que esta começando um bom filme.
- Cochilar no sofá e acordar com a pessoa amada te olhando com amor.
- Levantar cedo e trabalhar com gosto e vontade, esquecendo de tudo, ate a hora do almoço; ai almoçar com a fome boa que o trabalho dá.
- Encontrar cheio de moedas aquele moedeiro há tempo dado por perdido.
- Tomar um copo de água com muita sede e bastante calma, sentindo como a água não tem gosto nem cor nem cheiro e, por isso mesmo, é inconfundivelmente e maravilhosamente água!
- Ver abrir a primeira flor da planta que você plantou e já tinha até esquecido.
- Andar sem pressa pela chuva, igual cachorro de rua.
- Abrir a porta depois que toca a campainha e dar de cara com um velho amigo.
- Receber uma carta carinhosa e alegre num dia frio e nublado.
- Estar no ponto de ônibus e um conhecido parar oferecendo carona.
- O olhar de afeto e gratidão de um filho.
- O olhar de admiração dos colegas de trabalho.
- Sentir uma dor de repente, e depois sentir que ela se vai como veio.
- Esvaziar gavetas se enchendo de emoções diante de velhos papeis.
- Deitar queijo ou passar manteiga em pão quente.
- Dormir com chuva no telhado, acordar com céu azul.
- Verificar como você mudou revendo fotos antigas.
- Jogar de longe a bolota de papel no cesto de lixo, e acertar.
- O silencio emocionado.
- O barulho de crianças alegres.
- Canto de passarinho.
- Gente cantando no trabalho.
- Cantar no chuveiro.
- Esquecer as preocupações depois de lembrar que se preocupar não adianta nem resolve.
- Receber elogio por trabalho bem-feito.
- Elogiar trabalho bem-feito.
- Receber e dar um presente inesperado.
- Olhar com atenção as pequenas coisas.
- Apreciar o nascente ou o poente.
- Tomar chá em silencio e em paz.
- Achar logo uma vaga no estacionamento cheio.
- Sorrisos e carinhos.
- Frutas e flores.
- A frescura da brisa na pele suada.
- Amar e sentir-se amado.
- Fazer o bem e sentir-se bem.
- Desejar o bem, mesmo a quem te faz mal, e sentir-se melhor.
- Perdoar, esquecer e renascer...

Domingos Pellegrini


Ensinos Espiritualistas – Sayonara(QUARAÍ-RS) – Mediunicamente

30/04/2012 - Segunda-feira


Recebidos por
William Stainton Moses


Seção II
(As respostas dadas nesta segunda seção são da mesma fonte. A conversa começou por algumas perguntas sobre o que podia prestar mais serviços à vida do Espírito durante a sua aprendizagem terrestre. Deu-se grande importância ao coração e à cabeça, indispensáveis ao desenvolvimento gradual, regular, dos poderes do corpo e insistiu-se sobre a inteligência e a afeição. Disse-se que a falta de equilíbrio era uma grande causa da retrogradação, ou da incapacidade para o progresso. Apresentei o filantropo como o tipo humano que mais se relaciona com o ideal. Eis a resposta:)
O verdadeiro filantropo, o homem que tem no coração o interesse e vela pelo progresso dos seus irmãos, é o homem tipo, o verdadeiro filho do Todo-Poderoso, que é o Grande Filantropo. O verdadeiro filantropo é o que se eleva todas as horas com o fim de se assemelhar a Deus. Ele se satisfaz pelo constante exercício das simpatias eternas, no desenvolvimento das quais o homem acha uma felicidade que aumenta sem cessar. O filantropo e o filósofo, o homem que ama a Humanidade e o que ama a Ciência pelo que ela vale, esses para Deus são jóias de inestimável valor, e o que lhes é prometido é ilimitado. Esse, a quem nenhuma restrição de raça ou de lugar, de crença ou de nome embaraça, envolve com o seu amor a Humanidade inteira. Ele ama todos os homens como irmãos, não pergunta quais são as suas opiniões, só vê as suas necessidades e, por incutir-lhes conhecimentos progressivos, é abençoado. É esse o filantropo, e não aquele que ama os que pensam como ele, que ajuda os que o adulam e dá esmola para que a sua ação generosa seja conhecida; em antagonismo com a verdadeira filantropia, ele procura encobrir em si a aparência dessa beneficência, que é o seu característico. O outro, o filósofo, separado das teorias, sobre o que deveria existir e por conseqüência existiu, emancipado de toda a subordinação às opiniões sectárias, dos dogmas de uma escola especial, livre de preconceitos, presta-se a receber a verdade, qualquer que ela seja, logo que fique demonstrada; pesquisa nos mistérios da divina Sabedoria e, pesquisando, acha a sua felicidade.
Não há que recear esgotarem-se-lhe os tesouros, pois eles são inexauríveis. A sua alegria, através da vida, é obter sucessivamente mais conhecimentos ricos e idéias mais verdadeiras de Deus. A união do filantropo e do filósofo realiza o homem perfeito; aqueles que possuem essas duas qualidades elevam-se mais rapidamente do que os Espíritos que progridem sem elas.
Dizeis a sua vida. A vida é eterna?
Sim; temos todas as razões para o acreditar. A vida tem duas fases: a progressiva e a contemplativa. Nós, que estamos em progresso e que esperamos progredir durante miríades sem-número de séculos, como dizeis, depois do ponto mais distanciado ao qual o vosso espírito limitado possa atingir, nada sabemos da vida de contemplação. Acreditamos, porém, que longe, bem longe, na vasta eternidade haverá um período ao qual as almas adiantadas atingirão eventualmente, quando os seus progressos as conduzirem à mansão do Onipotente, onde elas despojarão o seu primeiro estado e se banharão na abundante luz da Divindade, contemplando os segredos do Universo. Disso não vos podemos falar, pois é muito elevado; não adejeis em tais alturas. A vida é sem-fim, como o entendeis, mas só a aproximação do limiar vos pertence e não a entrada no templo interior.
É certo. Tendes melhor conhecimento de Deus do que tínheis aqui na Terra?
Temos melhor conhecimento das operações do seu amor, dos atos desse bem-aventurado poder que fiscaliza e guia os mundos. Temos conhecimento dEle, mas não o conhecemos, nem o conheceremos como o entendeis, até que entremos na vida de contemplação. Ele apenas nos é conhecido pelos seus atos.
(Em outras conversas, fiz ainda alusão do conflito entre o bem e o mal, sendo-me dada uma longa resposta a essa pergunta, ou antes ao que estava em meu pensamento. Disse-me que a tempestade desabaria com intervalos de calma, durante dez a doze anos, seguindo-se depois um período de calmaria. Foi esse o único caso notável, em que nos aventuramos a profetizar. Posto que as idéias desse ditado tenham sido depois repetidas com mais energia e precisão, apresento-o tal qual para mostrar o caráter do ensinamento nessa época.)
O que ouvis são os primeiros murmúrios de um conflito que será longo e árduo; são ocorrências periódicas. Se lêsseis a história do mundo com os olhos do espírito, veríeis que sempre houve batalhas renovadas em certos períodos entre o bem e o mal. Fases houve em que as inteligências não desenvolvidas predominaram, fases especialmente conseqüentes das grandes guerras que arrebentam entre vós. Muitos Espíritos saem prematuramente do corpo, deixando-o antes de preparados para isso, e na hora da partida ficam irritados, sedentos de sangue, transbordando más paixões e conservando-se por muito tempo prejudiciais na vida de além-túmulo.
Nada é mais perigoso para as almas do que serem bruscamente separadas do invólucro corpóreo e lançadas na vida espiritual, agitadas por violentas paixões, dominadas por sentimentos de vingança. É muito prejudicial ser uma alma atirada fora da vida terrestre sem que seja o laço cortado por efeito da morte natural. Toda destruição de vida corpórea é selvageria e loucura; selvageria, demonstrando uma bárbara ignorância das condições de vida e progresso, na vida de além-túmulo; loucura, por libertar de seus óbices um Espírito atrasado, irritado, que obtém assim mais intensa a capacidade malfazeja.
Sois cegos e ignorantes em vossos atos para com aqueles que ofendem as vossas leis ou as regras morais e restritas que governam as relações sociais. Em presença de uma alma degradada, cometendo delitos contra a moral e as leis constituídas, tomais logo as medidas mais apropriadas para aumentar a sua capacidade criminal. Em vez de subtrair tal ser das más influências, de lhe evitar todo o contato vicioso, isolando-o sob a influência educadora da verdadeira espiritualidade onde as inteligências mais elevadas possam contrabalançar o pernicioso poder do mal, o colocais no meio de insalubres associações, em companhia de culpados como ele, onde a própria atmosfera está saturada de vício, onde os espíritos não desenvolvidos se aglomeram e onde, pelas aglomerações humanas e pelas influências espirituais, as tendências são completamente más.
Pueril e curta vista! Não podemos entrar em vossos antros de criminosos. Os Espíritos missionários se retraem e consideram infrutífera a sua missão, choram em presença de uma associação humana e espiritual malfazeja, formada contra eles pela ignorância insensata do homem. Com um tal método, não é de admirar que tenhais adquirido a convicção de que a disposição declarada para o crime é raras vezes sanável; sois vós próprios os cúmplices manifestos desses Espíritos, que assistem com alegria às quedas que estimularam. Quantas almas desviadas, por ignorância ou por escolha, saíram dos cárceres, endurecidas e seguidas de guias perigosos, não o sabeis nem nunca podeis sabê-lo. Mas se quiserdes experimentar um melhor sistema para os culpados, obtereis um lucro perceptível, e incalculáveis bênçãos seriam conferidas aos mal guiados e aos viciosos.
Deveríeis instruir os vossos criminosos; deveríeis puni-los como o são aqui, pela demonstração do dano que fizeram resvalar sobre eles próprios, cometendo faltas que retardam o seu futuro progresso. Deveríeis colocá-los onde espíritos adiantados e ardentes, entre vós, pudessem incutir-lhes a aversão ao pecado e a sede do bem, onde os bandos dos Bem-aventurados pudessem auxiliar os seus esforços e os Espíritos das mais elevadas esferas pudessem espalhar por sobre eles a sua reconfortante e benigna influência. Porém, reunis os espíritos perigosos e os castigais barbaramente com vinganças e crueldades, tratando-os como pessoas das quais nada mais se pode esperar, e o homem que foi a vítima da vossa ignorante repressão prossegue em sua louca carreira de pecado suicida, até que acrescentais, à série dos vossos atos insensatos, o último e pior; eliminais o culpado. Vós o libertais do grande freio das suas paixões e o mandais trabalhar, sem obstáculo, na vida de além-túmulo, sob a infernal sugestão das suas paixões irritadas.
Cegos! Cegos! Não sabeis o que fazeis. Sois os vossos piores inimigos, os verdadeiros aliados daqueles que lutam contra Deus, contra nós e contra vós próprios. Arrogai-vos falsamente o direito, pela Lei Divina, de derramar o sangue humano. Errais, e não sabeis que os espíritos assim maltratados vingar-se-ão por sua vez de vós. Tendes ainda que aprender os primeiros princípios dessa divina e piedosa ternura que trabalha, mesmo por nosso intermédio, para libertar o espírito viciado, a fim de reerguê-lo das profundezas do pecado e da paixão, para elevá-lo à pureza e ao progresso. Formastes um Deus cujos atos estão de acordo com os vossos próprios instintos; inventastes que Ele reside no Alto, indiferente à sorte das suas criaturas, cioso somente do seu próprio poder e da sua honra. Fabricastes um monstro que se compraz em estragar, em matar, em torturar, um Deus que se regozija infligindo amargos castigos sem-fim nem alívio. Fizestes Deus pronunciar palavras que Ele nunca conheceu, atribuís-lhe leis que Ele reprovaria.
Deus, o nosso caro Deus, amante, terno, piedoso, regozijar-se punindo com mão cruel a seus filhos desgarrados e ignorantes! Desprezível fábula! Baixa e louca concepção nascida do espírito brutal, grosseiro e limitado do homem.
Grande Pai! revela-te a esses cegos ociosos e ilumina-os para que eles te conheçam. Dize-lhes que fazem mau juízo de ti, que te não conhecem nem podem conhecer-te até que apaguem as suas ignorantes concepções da tua natureza e do teu amor.
Sim, amigo, os vossos cárceres, o homicídio legal e todo o conjunto do vosso processo criminal é baseado no erro e na ignorância. As guerras e massacres em massa são ainda mais pavorosos. Estabeleceis desavenças com os vossos vizinhos, que deveriam ser amigos, impelindo massas de espíritos, uns contra os outros – nós não vemos o corpo; só cuidamos do espírito, temporariamente vestido com átomos humanos – e levais esses espíritos ao auge da raiva e do furor, e assim os atirais, bruscamente, na vida espiritual, e os desencarnados ainda ligados à Terra, animados das mesmas horrendas paixões, formam multidões e incitam viciosos, que ainda não deixaram os corpos, a cometer crueldades e violências.
Ah! amigo, tendes muito, muito que aprender, e a triste obrigação de desfazer depois o que fazeis agora vos convencerá disso. Aprendei primeiro a lição de ouro: que Piedade e Amor são a sabedoria, e não a vingança nem os castigos rancorosos. É preciso que conheçais Deus, nós e vós mesmos, para vos colocardes em estado de progredir e de participar dos nossos trabalhos em vez de ajudar aos dos nossos adversários.
Amigo, quando vos pretenderem tomar informações acerca da utilidade da nossa comunicação e dos benefícios que pode conferir àqueles a quem o Pai a envia, dizei que ela é um Evangelho a revelar um Deus de ternura, de piedade e amor, em vez de uma fabulosa divindade rigorosa e cruelmente apaixonada; dizei que ela os levará a conhecer Inteligências cuja vida inteira é amor, é misericórdia, e auxílio eficaz para o homem, combinado com a adoração do Supremo; dizei que a nossa palavra conduzirá o homem a ver a sua própria loucura, a rejeitar as suas falsas teorias, a cultivar a sua inteligência para que ela progrida, a utilizar-se de todas as ocasiões oportunas para servir aos seus semelhantes, a fim de que, nos encontros extraterrestres, lhe não possam exprobrar ter sido por eles obstados ou prejudicados.
Dizei que tal é a nossa gloriosa missão; se fordes ridicularizados à maneira dos ignorantes que se ufanam de um saber imaginário, voltai-vos para as almas progressistas, que receberam o ensino de sabedoria; falai-lhes da comunicação da divina Verdade que regenerará o mundo e orai pelos cegos, a fim de que, quando seus olhos se abrirem, eles não se aflijam com o espetáculo que se lhes deparará.

Leia na próxima Edição:   Seção III

Aniversário de Jussi Nara Moraes

30/04/2012 - Segunda-feira


Jussi Nara Moraes aniversaria hoje, segunda-feira, 30.  Ela reside no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
A equipe do jornal Consciência da Mata online cumprimenta a aniversariante, com votos de vida longa e feliz.
Parabéns!

RIO-BRANQUENSE AUSENTE


30/04/2012 - Segunda-feira
Cruzamento da Rua do Divino com Rua Nova. Imagem: Isah Baptista



A correspondência pode ser enviada pelo próprio, ou por parente ou amigo, desde que o mesmo concorde com sua publicação. E que cite endereço e outro meio de correspondência, para confirmação em caso de dúvida.
Nosso endereço postal:
Jornal Consciência da Mata – Rua Santo Antônio, 726 – sob. – Bairro Esportivo – CEP 36520-000-
Visconde do Rio Branco(MG) –
Endereço eletrônico: Franklin Netto – franklin_netto@hotmail.com






sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Seu Jornal - 27/04/2012 - Sexta-feira


Dr. Antônio Carlos Ignachitti Gomes(1956-2005)
Sem fins comerciais, para ser livre

Visconde do Rio Branco - Minas Gerais - Brasil - 27/04/2012 - Sexta-feira

IMAGENS
Canteiro junto ao balaústre. Imagem: Isah Baptista.

Foto antiga da Escola Normal. Imagem: Isah Baptista.

Grupo Carlos Soares. Imagem: Isah Baptista.

Imponente prédio do Grande Hotel. Imagem: Isah Baptista.

Antigo Conservatório de Música. Rua do Divino. Imagem: facebook

Antônio, maestro da Filarmônica Rio Branco. Imagem do próprio

Cine Brasil desativado. Imagem: Consciência da Mata

Filarmôica Rio Branco. Imagem: ferrovias.org.br

Geraldo Santos Pereira. Imagem: Consciência da Mata

Cineastas Jorge Luiz(de paletó) e Luciano Benhame, no meio. Imagem: Consciência da Mata

Cruzamento: Praça Getúlio Vargas, e Ruas Pres. Antônio Carlos e Major Felicíssimo. Imagem: Consciência da Mata

Geraldo Santos Pereira. Imagem: Erick Leite

Praça 28 de Setembro. À esquerda, fachada da Casa Telles escorada. Um pedaço de nossa história. Imagem: Consciência da Mata

Esporte, Cultura e História

27/04/2012 - Sexta-feira



A cidade está com rica agenda de eventos à vista.
Nos dias 11,12 e 13 de maio, teremos as competições esportivas de Open de HapkiDo, a começar em uma sexta-feira com encerramento no domingo. Por sua natureza, envolve a juventude, nas competições das lutas marciais com seus golpes sob regras que preservam a integridade física dos seus competidores.
 
No mesmo mês acontecerá a Semana dos Museus, organizada pela Diretora do Museu Municipal, Dona Theresinha Almeida Pinto.  Deverá ocorrer na segunda quinzena do mês.  Predomina nesse acontecimento a participação de pessoas de faixa etária mais elevada, no interesse por cultura, preservação de patrimônio histórico e memória.


Para junho está programado do 12º FEMUP – Festival de Música Popular, promovido pela Prefeitura. As inscrições se encontram abertas desde o dia 25 deste mês e se encerram em 30 de maio. A apresentação das músicas selecionadas começará em 07 de junho, uma quinta-feira, feriado de Corpus Christi; continua na sexta, 08, em fase classificatória, para terminar no sábado, 09, com os vencedores, suas premiações em dinheiro e entrega de troféus.

E no mês de julho, na última semana, está prevista a Semana do Cinema Geraldo Santos Pereira.  Na oportunidade, deverão ser exibidas produções de rio-branquenses como Jacynto Batalha, Luciano Benhame e Jorge Luiz da Silva(Jor-Som).  Depois a série da obra dos irmãos gêmeos Geraldo e Renato Santos Pereira: O Aleijadinho – paixão, glória e suplício; Grandes Sertões; Rebelião em Vila Rica; Noite e Diamantes; e O Seminarista.
 No sábado, 28, encerramento, com o filme produzido pela Café Pingado: EU É GERALDO

Esta programação prevê palestras sobre preservação da Memória, intercaladas com as exibições dos filmes.

Este é um item que merece comentário, porque tem se consagrado sobre preservação o conceito de fatos históricos, temas literários, algum  folclore.

Em nosso entender, está faltando colocar a música popular brasileira neste interesse de preservação da memória. Nosso cancioneiro é rico, cheio de lirismo e beleza, tanto nos temas românticos, como na exaltação da figura amada, ou do lugar de origem.

E na nossa memória musical, se temos letras de impecável linguagem gramatical, temos também linhas melódicas e arranjos de alta qualidade, muitas reconhecidas no exterior e  ignoradas aqui.

Como  deixar que os rocks e fanks abafem as composições de Noel Rosa, o poeta da Vila? E o ubaense Ary Barroso com sua Aquarela do Brasil conhecida no mundo inteiro e pouco lembrada em nossas rádios e bailes?
Ary Barroso - mpbnet.com


Zequinha de Abreu, do Tico-tico no Fubá, da valsa Branca; Pixinguinha, de Carinhoso, de Rosa; Catulo da Paixão Cearense e o seu Luar do Sertão; Paulo Vandolin, de Ronda; Orestes Barbosa, do Chão de Estrelas, consagrada na voz do “caboclinho querido” Sílvio Caldas. 

E por falar em Sílvio Caldas, onde andam as vozes dos nossos cantores e cantoras que embalaram nossos pais e avós no tempo do rádio, antes dos males da televisão:  Carmem Miranda, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Francisco Petrônio, Carlos Galhardo, Linda Batista, Dircinha, Dalva de Oliveira, Inezita Barroso.

É mais fácil você ouvir ainda os Beattles,  Elvis Presley ou Frank Sinatra do que qualquer um dos nossos ‘cantores do rádio’.

Temos muitos compositores para lembrar, uns de letra, outros de melodia. E tantos intérpretes.  Muitos conjuntos musicais e orquestras: Canhoto, Maestro Chiquinho, Severino Araújo.

Se esticarmos nossa memória, vamos alcançar Chiquinha Gonzaga, Carolina Cardoso de Menezes, Jacob do Bandolim, Raul de Barros. Vamos nos lembrar de Saudade do Matão, que atravessa gerações sem se saber quem é o  autor.  Saudade de Ouro Preto, de Laguna; dos cantores e sanfoneiros Pedro Raimundo e Luiz Gonzaga.

Alguns atrevidos derrubaram preconceitos para impor seu talento, como a Chiquinha Gonzaga que teve de vencer uma sociedade de falso moralismo, para impor o maxixe, considerado imoral, devido à sensualidade do seu ritmo.

Já o Gonzada, Luiz, tirou o calango lá dos canfundós  do sertão nordestino para transformá-lo no Baião. 

Depois desse ‘atrevimento’, nossos pioneiros do cinema levaram às telas “Lampião, o Rei do Cangaço”, e Anselmo Duarte, com O Pagador de Promessa arrebatou a Palma de Ouro em Cannes.

Por causa desse desprezo da nossa mídia  para a cultura brasileira, é que o gênio de Geraldo Santos Pereira e Renato ainda são desconhecidos na sua própria terra.   

(Franklin Netto -  taxievoce@hotmail.com)